domingo, 20 de março de 2011

Dor da ausência


Como doi a ausência,
A saudade de uma paixão,
De alguém que foi embora
Deixando-me na solidão,
Sei que de te preciso
E ainda guardo o teu sorriso
No museu do meu coração.

O teu nome em letras de ouro
Em minha memória vou lapidar,
Relembro o banco da pracinha
No qual íamos namorar,
Onde outrora alegria,
Hoje a nostalgia
Vive a me perturbar.

Tudo me faz te lembrar,
Tudo em te fala,
São nas horas de tristeza
Que o meu coração cala,
Sei que não me esqueceu
E as cartas que me escreveu
O teu perfume ainda exala.

Quando vejo tua foto
Sinto a presença da saudade,
Quero contigo ficar
nas trilhas da novidade,
Mas tenho certeza
Que o teu orgulho e minha tristeza
Faz que se torne irrealidade.


Antonio Romário de Sousa Braga.
Pentecoste/CE - 2007

(Poesia protegida pela Lei de Direitos Autorais)

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