sexta-feira, 10 de abril de 2015

As Cinzas


As Cinzas

Que o vento te leve as cinzas
Dessa carta que escrevi.
Ao te rever, quase que choro!
Mas fingindo, eu sorri.

Sorri para mostrar
Que sem você estou seguro
E te escondendo o menino
Que ainda chora no escuro.

Só em ouvir o teu nome
Acaba com a minha paz.
Se esse papel será cinzas,
Meu peito será muito mais.

Nessa carta que escrevi
Pude tudo registrar.
Que o vento te leve as cinzas,
Pois jamais vou te entregar!

    24 de outubro de 2013, Pentecoste – CE - Brasil.

Romário Braga.

(Poesia protegida pela Lei de Direitos Autorais)

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